Jornal Proclamação 2ª Edição

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

11 de Fevereiro - Perdido, me Encontrou!


Esta afirmação é fiel [...] Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. 1 Timóteo 1:15


Oh, graça excelsa de Jesus!
Perdido, me encontrou!
Estando cego, me fez ver;
Da morte me livrou!


Entoado por congregações e corais, tocado na gaita de foles ou executado por um solista a cappella, “Graça Excelsa” é um dos hinos mais queridos de todos os tempos. Tanto a letra quanto a melodia atingem o íntimo de nosso ser com poder sem medida.

John Newton compôs “Graça Excelsa” provavelmente entre 1760 e 1770 em Olney, Inglaterra. A origem do hino na vida de Newton, no entanto, é bem mais antiga.

Nascido em Londres em 24 de julho de 1725, Newton era filho do capitão de um navio mercantil que viajava pelas águas do Mediterrâneo. Aos 11 anos, John se uniu ao pai e fez cinco viagens ao seu lado.

Aos 19 anos, John se alistou no H.M.S. Harwich, um navio de guerra. Desertou, mas logo foi recapturado, açoitado publicamente e rebaixado de posto, passando a servir como marinheiro comum. A seu próprio pedido, começou a trabalhar num navio negreiro que realizava viagens para Serra Leoa. Finalmente, Newton se tornou o capitão de seu próprio navio, também um navio negreiro. Irreligioso e libertino, logo abandonou as convicções religiosas incutidas por sua mãe.

Foi então que, em 10 de maio de 1748, experimentou a salvação de Deus – duas vezes. Seu navio foi apanhado por uma tempestade violenta. Temendo que a vida da tripulação e o navio se perdessem, clamou: “Senhor, tenha misericórdia de nós!” Deus livrou da destruição John e o navio. Mais tarde em sua cabine, refletiu no que havia dito e passou a crer que Deus usou a tempestade para revelar-lhe Sua graça.

Pelo resto da vida, John Newton celebrou a data de 10 de maio de 1748 como o dia de sua conversão. A graça o libertou e seu temor levou.

 A graça libertou-me assim,
E meu temor levou.



Sejamos um...


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

10 de Fevereiro - Condutos da Graça


Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. 1 Coríntios 3:5

A igreja de Corinto estava dividida. Alguns membros diziam: “Sigo Paulo”; outros afirmavam: “Sigo Apolo”; e outros ainda declaravam: “Sigo Pedro”. Alguns até mesmo diziam: “Sigo Cristo”. Juraram lealdade aos líderes e lhes atribuíram a posição de mestres espirituais.

Essa ainda é a tendência humana. A grande tendência hoje é seguir as celebridades. Na igreja, corremos o risco de cair no mesmo modo mundano de pensar ao exaltarmos pregadores, professores, doutores ou qualquer outro indivíduo que atraia a admiração que unicamente Jesus merece.
“Não”, disse Paulo, “Apolo, eu e todos os outros líderes somos apenas servos, instrumentos usados pelo Senhor para transmitir a Sua mensagem.” Tanto os líderes quanto os membros jamais devem se esquecer disso.
Ellen White utilizou uma palavra muito interessante para descrever nossa função: devemos ser “esmoleres de Sua graça”, distribuindo o dom da salvação aos necessitados que não podem salvar-se (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 168). Isso é necessário especialmente nas grandes cidades, locais em que a maioria vive hoje e onde muitos se sentem solitários, cansados, frustrados e buscando uma razão para viver. Mas também devemos repartir a graça com todos os habitantes de qualquer parte do planeta, pois o mundo inteiro precisa desesperadamente de esperança e nova vida que apenas Deus pode conceder.
Quer seja no púlpito diante da congregação, perante as crianças numa sala de aula, ao lado de um paciente na mesa de cirurgia, entre os amigos ou colegas de trabalho, Deus deseja que sejamos condutos da graça.
Os condutos, porém, podem ser bloqueados. Sofrem corrosão, ficam entupidos de tal forma que praticamente nada consegue passar por eles. Ou, na linguagem eletrônica, a estática atrapalha o sinal ou o sinal é interrompido continuamente.
Quero ser um conduto eficiente da graça de Deus. Não quero me perder num comportamento centrado em satisfazer a mim mesmo. Quero que a Sua graça flua através da minha vida de maneira livre e desimpedida. Desejo que o sinal divino seja transmitido em alto e bom som.


9 de Fevereiro - Milagre no Everest


Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou‑o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. Lucas 10:34

O Monte Everest, a montanha mais alta do planeta Terra, a 8.850 metros de altitude, revela a natureza humana de maneira contrastante. Ali são expostos o melhor e o pior, a coragem e a covardia entre aqueles que se aventuram a alcançar o pico. Todo ano muitos tentam e todo ano muitos morrem. Devido às condições extremas, aqueles que sucumbem próximo ao topo são simplesmente deixados ali. Os alpinistas passam por cadáveres ao longo do percurso que leva ao cume.
Em 25 de maio de 2006, Lincoln Hall, um montanhista de 50 anos de idade, chegou ao topo do Everest. No caminho de volta, entretanto, algo terrível aconteceu: o corpo de Hall recusou-se a prosseguir. Os dois sherpas que o acompanhavam tentaram por nove horas fazer com que ele descesse a montanha, mas Hall simplesmente não se movia.
A vida dos sherpas agora corria perigo. Convencidos de que o homem deitado na neve estava morto, cutucaram-lhe os olhos, mas não obtiveram resposta. Pegaram a mochila de Hall, o oxigênio, a comida e a água e o deixaram caído a 8.534 metros de altitude. Densas trevas e amargura acompanhadas por 29 ºC negativos cobriram o Monte Everest. Na Austrália, a esposa de Hall e os dois filhos adolescentes receberam a notícia de que o esposo e pai havia falecido poucos metros abaixo do pico.
Na manhã seguinte, o guia Dan Mazur se aproximou do local. Seus clientes e ele estavam apenas a duas horas do topo. Foi nesse momento que se depararam com uma cena anormal: um homem sentando na neve – cabeça, mãos e peito descobertos! O estranho disse: “Imagino que esteja surpreso em me ver.”
Era Lincoln Hall. Ele havia sido dado como morto, mas, contrariando todas as expectativas, sobreviveu. Estava sofrendo alucinações, retirava as luvas e movia‑se para frente e para trás entre dois abismos.
Outros dois alpinistas se aproximaram. Dan os chamou, mas eles desviaram o olhar e murmuraram: “Não falamos inglês.” E continuaram andando. Naquele instante o sonho de três homens de atingir o topo do Monte Everest se desvaneceu para que Lincoln Hall pudesse viver. Dan e seus clientes ficaram ao lado de Lincoln por quatro horas até que a equipe de resgate chegasse.
Esta história tem dimensões bíblicas. Trata-se da história do bom samaritano num cenário moderno. Acima de tudo, é um estudo de caso da graça inacreditável, inesperada e salvadora de Deus.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

8 de Fevereiro - A História de Duas Palavras


A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. 2 Coríntios 13:14

Graça não é o mesmo que amor. Ao concluir a Segunda Epístola aos Coríntios, Paulo fez distinção entre o amor de Deus e a graça do Senhor Jesus Cristo.

A graça possui um enfoque mais específico do que o amor. O amor é geral; a graça é o mesmo que demonstrar amor àqueles que não merecem, oferecer livremente, perdoar e conceder vida nova.
A graça sempre nos conecta a Jesus. Ele é “cheio de graça”, a personificação da graça. Ele é a demonstração divina, a revelação do caráter de Deus – o Todo-Poderoso que tomou a forma de servo, o Mantenedor do Universo que Se submeteu à cruz para nos libertar da culpa e do poder do pecado e nos conceder vida eterna.
Amor e graça. Essas duas palavras tiveram trajetórias totalmente diferentes na história. Uma se tornou sinônimo de uma vasta gama de emoções e experiências; a outra permanece pura, imaculada. Uma foi falsificada, ganhou conotações negativas; a outra ainda é positiva, uma linda palavra.
Pense no modo como usamos a palavra “amor” hoje. Amo comer mangas. Amo meu cachorro. Amo futebol. Amo meu amigo. Amo meu cônjuge. Amo a Deus.
Apenas uma palavra! Mas a maneira como nos relacionamos com as mangas (ou torta de maçã ou macarronada) é totalmente diferente da maneira como nos relacionamos com o nosso cônjuge, sem falar de como nos relacionamos com Deus.
Nossa geração se tornou aficionada por sexo. Explora-se o corpo humano, especialmente o corpo feminino, devido ao insensível interesse comercial, à manipulação e ao estímulo à sensualidade. Para muitas pessoas, usadas e abusadas ou rejeitadas pela exploração da sexualidade, “amor” é apenas uma palavra de quatro letras.
Enquanto isso, a graça permanece. Não se desgastou, por mais que o hino “Graça Excelsa” tenha sido entoado. Não imergiu no cinismo. Por incrível que pareça, numa época em que a linguagem é distorcida, colocada de cabeça para baixo e invertida, a graça permanece.
Será que é porque a graça sempre nos conecta a Jesus? Ele é sempre novo, sempre puro, sempre amável.



7 de Fevereiro - Um Herói Improvável

Seabiscuit com o treinador Tom Smith (direita)
Seabiscuit com proprietário Charles Howard (superior)
George Woolf jóquei (inferior))

Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade. Provérbios 24:16


Em 1938, a maioria dos noticiários norte-americanos não trazia reportagens sobre o presidente Franklin Delano Roosevelt. Tampouco se referiam ao chanceler alemão Adolf Hitler, já empenhado em suas conquistas para construir o império nazista. E certamente não mencionavam Winston Churchill, que ainda permanecia no anonimato político.
Na verdade, foi um cavalo chamado Seabiscuit que dominou os noticiários em 1938.
A América do Norte ainda estava imersa na Grande Depressão. Embora algumas soluções tivessem aliviado um pouco a situação, milhares de pessoas continuavam sem emprego (apenas o início da Segunda Guerra Mundial levaria o país a se reerguer plenamente). Naquela ocasião, a nuvem densa da terrível condição da nação foi dispersa por um campeão extraordinário, um herói improvável.
Seabiscuit era filho de um excelente garanhão, mas sua estrutura era pequena demais. Por ter um trote desajeitado, foi rapidamente descartado. Passou três anos apanhando, sendo maltratado e trabalhando em excesso. Tornou-se agressivo, hostil, indomável e perigoso.
Esse foi o cavalo que, contra todas as expectativas, se tornou o campeão em 1938. Venceu corrida após corrida, estabeleceu novos recordes, e, numa competição emocionante em 1º de novembro, correu lado a lado com um campeão renomado e o venceu.
Aproximadamente 40 milhões de americanos, um terço da população, se aglomeraram ao redor de rádios para acompanhar a corrida. O presidente foi um deles.
A história de Seabiscuit repercutiu numa nação prostrada pela Depressão, numa nação que ansiava uma segunda chance.
A história não para aqui. O jóquei de Seabiscuit era considerado um “perdedor” também. Era grande demais para montar. O treinador de Seabiscuit era idoso e sem muito tato. O proprietário do animal era um vendedor de automóveis cuja vida havia sido profundamente abalada pela morte do único filho.
Essa é a história de um cavalo pequeno demais, de um jóquei grande demais, de um treinador velho demais e de um proprietário que não sabia o que estava fazendo, mas que venceram.
Isso, meus amigos, é o que Deus quer fazer por nós. Isso é graça.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

6 de Fevereiro - O Homem que Não Sai de Cena


Ele começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço o homem de quem vocês estão falando!” Marcos 14:71

Jesus, que mudou o curso da história mais do que qualquer outra pessoa, ainda hoje causa impacto em vastas multidões – mesmo naqueles que não confessam Seu nome.

Seu nome é pronunciado milhares de vezes todos os dias. Muitos o usam como uma interjeição, geralmente para expressar medo ou repulsa.
Alguma vez você já se perguntou por que as pessoas dizem “Jesus!” quando estão zangadas ou infelizes? Não ouvimos “Buda!” ou “Maomé!” ou “Krishna!” Por que será que sempre falam o nome do Homem da Galileia?
Será possível que Jesus, Aquele a quem procuram rejeitar, nunca está longe de seus pensamentos? Será que lá no fundo se perguntam quem Ele realmente foi, se talvez tenha sido aquilo que alegou ser, o Filho de Deus?
Jesus é o Homem que não sai de cena. Foi assim desde o princípio na Galileia. Tentaram escarnecer dEle dizendo que era ilegítimo. Mas a multidão se aglomerava para ouvi-Lo, tocá-Lo, ser transformada.
Disseram que Ele expulsava espíritos imundos em nome de Belzebu, o príncipe dos demônios. Mas os demônios saiam gritando: “Sei quem Tu és: o Santo de Deus!” (Mc 1:24).
Espalharam que Ele estava ficando louco. Sua própria família disse isso e tentou afastá-Lo das multidões e levá-Lo de volta para casa (Mc 3:21). Ele, porém, Se manteve firme em Sua missão.
Contaram-Lhe que o rei Herodes planejava prendê-Lo, que o melhor a fazer seria fugir e esconder-Se. Mas Ele não hesitou, não temeu.
Foram à noite no jardim e O prenderam, depois que um traidor os levou até Ele. Eles O amarraram, bateram nEle e O submeteram a um tribunal ilegal. Mas Ele não tentou escapar.

Pregaram-nO na cruz e O vigiaram até o momento de Sua morte. Pensaram que assim O haviam silenciado e que Seu movimento chegara ao fim. Mas Ele ressuscitou dentre os mortos, deixando o sepulcro vazio.
Não saiu de cena e não sairá – mesmo que, como Pedro, O neguemos e O amaldiçoemos. O fato de Ele não nos deixar permanece como o centro da nossa esperança.